Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

A Burka - Lágrimas que correm secas num rosto ...

Esta é a veste feminina que cobre todo o corpo, incluíndo o rosto e os olhos. É essencialmente usada pelas mulheres dos Países Islâmicos.

Este traje é imposto pelo Corão, o qual determina que as mulheres devem se vestir de forma a não atrair a atenção dos homens e para isso é preciso esconder todo o corpo. Também não é permitido usar roupas justas que delineam o corpo assim como roupas semi-transparentes.

A burka tem sido alvo de discussão no ocidente devido a algumas ocorrências, que chocaram o mundo pela sua violência, vista aos nossos olhos...

No entanto, admira-me a burka ser utilizada em momentos de lazer durante os acontecimentos de moda, num mundo que se diz democrático. Todavia, poucos são aqueles que se sensibilizam ou têm conhecimento do sofrimento que se esconde debaixo desta veste tão triste para milhares de mulheres e tão cobiçada por algumas.

Deixo aqui um testemunho que aconselho a ler com o coração...

 

Ayaan Hirsi Ali, autora de Infidel, Free Press, New York, 2007

Ayaan, filha de Hirsi que era filho de Magan: ainda em criança sabia recitar os nomes dos oito séculos de antepassados da linha paterna. Se não memorizava a bem, então era a mal e sempre às mãos da implacável avó. Lembra o Livro de Génesis e o recital dos descendentes dos patriarcas. Quando Ayaan conta a história da sua infância em Mogadishu na Somália e mais tarde na Arábia Saudita, na Etiópia e no Quénia, somos transportados para a época bíblica onde a tribo e o clã estão omnipresentes e a vida individual não conta. Apesar de haver camiões e carros, telefones e rádios, é um mundo muito distante do nosso.

É um mundo onde a mulher é totalmente subordinada ao homem; onde a sua virgindade é garantida com a faca através da mutilação genital em criança; onde é obrigada a casar com um homem escolhido pelo pai; onde uma palavra ou um olhar trocado com um homem que não seja pai ou irmão, pode trazer a pena de morte. Um mundo onde a mulher violada é castigada e não o violador. Um mundo onde as mulheres, desde uma tenra idade, terão que tapar o rosto e o resto do corpo, para não provocar os (aparentemente) incontroláveis apetites dos homens. Um mundo em que aprender os dogmas do Islão consiste em decorar o Alcorão em Árabe, muitas vezes sem conhecer essa língua. Um mundo em que uma das doutrinas decoradas é do direito do marido de bater na mulher.

Foi esse o mundo em que Ayaan cresceu. Ela conta tudo, com uma candura quase compulsiva, não omitindo nada. Conta os horrores, mas também as benesses, Lembra-se da tirania da família e do clã, mas também da solidariedade e generosidade deles em tempos difíceis. Fala da ternura dentro da família, ternura que, apesar, da crueldade, também existia. Fala, sobretudo do pai que adorava, e que relativamente ao obscurantismo generalizado na Somália, era um homem moderno e esclarecido, e que queria que a filha tivesse acesso ao ensino. Ele não concordava com a mutilação genital das raparigas mas a avó, na ausência dele, obrigou a mãe a cumprir com a tradição. Tanto a Ayaan como a irmã foram excisadas, com consequências lamentáveis para a irmã. O pai era um político perseguido pelo regime de Siad Barré em que Ayaan cresceu, e muitas vezes ausente do lar, ou fugido ou na prisão. Dele ela recebeu os primeiros exemplos de militantismo político e uma certa introdução à política. No entanto o modernismo do pai era muito relativo e foi ele que, mais tarde, obrigou-a a casar e provocou a fuga da Ayaan de África.

A política repressiva de um comunismo africano na Somália seguido por mais de uma guerra civil, a fuga dela com os irmãos e a mãe para a Arábia Saudita, e mais tarde para a Etiópia e o Quénia, forneceram oportunidades para conhecer outros povos e outros costumes e, sobretudo, de comparar a vida dos muçulmanos com a dos povos cristãos. Como Ayaan, desde pequena infância fora um ser cheio de curiosidade, todas as experiências a fizeram reflectir. Observava, apontava na memória e reflectia. Observou a terrível animosidade e ódios entre os diversos grupos e clãs, o não menos intenso desprezo de todos os somalis para com os etíopes e os quenianos. Por estes não serem muçulmanos? Só em parte, porque o desprezo e o ódio aos árabes, especialmente os de Meca onde Ayaan e a família se refugiaram durante algum tempo, são constantemente expressos pela mãe, muito consciente do seu estatuto social entre os somalis.

A autora tem o dom de narrar os pormenores da vida quotidiana com a mesma objectividade que dedica aos grandes acontecimentos das fugas como refugiada de um país africano, para outro, as mudanças de uma escola e uma língua para outras. Conta sem inibição a sua conversão para o islamismo militante da irmandade muçulmana e o curto percurso pelo fundamentalismo. Tapou a cara e o corpo, dedicou-se aos estudos corânicos, ansiosa para uma vida espiritual e uma orientação ética certa e coerente. A sede da Ayaan lembra as crises espirituais das adolescentes cristãs atraídas para a vida religiosa. Ela descreve o seu combate com a fé e a tradição com tal vivacidade que o leitor esquece a sua própria cultura e consegue identificar-se com a jovem muçulmana.

É esta identificação provocada pela autora o grande mérito do livro. Quando foge do casamento imposto e finalmente chega à Holanda, continuamos a partilhar as reacções da Ayaan face ao novo mundo livre que ela encontra. Partilhamos o seu espanto perante a ordem e a civilidade das pessoas, a gentileza de gente desconhecida, a pontualidade e limpeza dos transportes, o facto que tudo funciona, depois da anarquia, desordem e arbitrariedade da vida que ela conhecia em África.

Afinal, o percurso da Ayaan é o percurso da vida fechada, a closed society, da vida tribal para a sociedade aberta da democracia liberal do mundo industrializado. Muitos imigrantes têm essa oportunidade mas a maioria não tem nem a inteligência nem a curiosidade da Ayaan e acabam por recusá-la, e alguns por tentar destrui-la. Ela passa maus momentos na Holanda e também triunfos, do estatuto de refugiada ao de cidadã e deputada no Parlamento holandês. Trabalha em vários ofícios desde operária fabril a mulher de limpeza e a intérprete. Tem ampla oportunidade para observar os outros refugiados da sua terra, sobretudo as mulheres, e verifica que a grande maioria fica no gueto, fechadas na concha criada pela sua religião. E chega à conclusão de que é a política do multiculturalismo da esquerda europeia que reforça os mais retrógrados aspectos do islão. A jovem africana recusa a concha. Trabalha e estuda, estuda e trabalha. Conhece e convive com os holandeses. Consegue com imenso esforço superar todas as dificuldades e acaba por entrar na melhor universidade do país para estudar Ciências Políticas. Está determinada a conhecer a razão de ser deste mundo novo. Quer saber como os europeus conseguiram sair do obscurantismo. Quer estudar a Idade das Luzes e os filósofos. Quer saber o que é o liberalismo.

Sobretudo Ayaan quer falar em nome da mulher muçulmana, quer denunciar a sua situação de oprimida. Ao pôr em prática o que sente ser a sua vocação Ayaan torna-se um alvo a abater. Theo Van Gogh, o produtor de um filme escrito por ela sobre a sujeição da mulher muçulmana, é assassinado e ela ameaçada de morte. É empurrada para a clandestinidade na livre Holanda e finalmente para fora do país. O livro acaba com a chegada da Ayaan nos Estados Unidos, país que ela, em África, tinha odiado como opressor imperialista.

A autobiografia de Ayaan Hirsi Ali é um case study da problemática de toda uma geração de jovens muçulmanos confrontados com a contradição entre dois mundos: o mundo da liberdade e o mundo da servidão. A autora é uma verdadeira heroína dos nossos tempos. A sua autobiografia devia ser lida por todos os adolescentes perplexos perante o mundo moderno e todos os adultos confusos com os lugares comuns do multiculturalismo.

 

 

 

 

Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Partilhar em terras árabes...algumas reflexões...

 

 

Hoje li um artigo sobre a sociedade islâmica, o que me fascinou talvez pela curiosidade em saber como vive o povo árabe. Como tive a oportunidade de conviver com eles enquanto permaneci num destes países árabes fui tomando conhecimento a pouco e pouco sobre os seus costumes, as suas crenças, o seu modo de vida...

O povo árabe é um povo que vive, aos olhos de quem se encontra do lado de fora, subjugado à religião islâmica. O mundo deles gira à volta do islâmismo!

O que mais me fascinou nesta sociedade foram, sem dúvida, as mulheres! Estas vivem em função do marido e temem ser trocadas por outra mulher, acto muito vulgar nos países árabes! A mulher entrega-se à vida de casa e a criar os seus filhos e dedicação total ao seu esposo sem nada em troca...

Claro que nas sociedades um pouco mais evoluídas, principalmente nas grandes cidades, Casablanca, Rabat (Marrocos), Argel, Oran (Argélia) a mulher é semelhante à mulher europeia quando fora de casa, mas no seio familiar as regras do islâmismo prevalecem.

Penso que nos dias de hoje existe uma vontade, principalmente, nestes países que acabei de citar, de evoluir no sentido de se tornarem sociedades modernas (de consumo, provávelmente), no entanto têm medo da mudança. Para eles a sociedade moderna parece-lhes ateia, anti-religiosa, e de certo modo faz sentido se formos a observar muitos dos comportamentos dos cristãos (é assim que somos tratados pelos árabes, independentemente de o sermos ou não). Caberia a nós os ditos cristãos ajudá-los, mostrando que a modernidade é compativel com qualquer religião...

Acredito e tenho esperança que os países árabes irão mais tarde ou mais cedo tornarem-se economias abertas e evoluirem, a necessidade faz o monge...Pelos menos já se avistam algumas melhorias nos países do Norte de África.

Quanto às questões politicas não me manifesto por falta de conhecimento profundo sobre o tema... o que sei é que o fundamentalismo e violência não são males exclusivos da religião islâmica, mas enquanto os radicais encontrarem na lei islâmica espaço de justificação para a violência dos seus actos, a imagem má que o mundo mulçumano transmite vai continuar.

Escrito por A. Jasmin

Curiosidades - Caganers

 

 

      

 

Ora bem...

 

Os catalães têm por hábito trocar entre si uns simpáticos presentes, que se chamam caganer, no dia de Ano Novo!

 

É já uma tradição bastante antiga! E porquê? Dizem que trazem prosperidade e  boa sorte...

 

Este ano saíram duas figurinhas interessantes: George Bush e Sarkovy

 

Para quem tiver curiosidade deixo aqui o site.

http://www.caganer.com/product_info.php?products_id=156

A. Jasmin

sinto-me:
Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

O pior é se um dia acordamos e ...

- Mãe, cheguei, estás aí?

- Estou a despir-me! Despacha-te e põe a mesa que já é tarde.

- O pai já chegou do trabalho?

- Vem mais tarde. Já puseste a mesa?

- Oh mãe espera. Ainda nao pousei a mochila!

- Então arruma-a, estás para aí a falar e ainda não te vi a fazer nada – grita a mãe.

 

Finalmente a mesa fica pronta. A mãe liga a televisão e senta-se à mesa. A adolescente acompanha-a.

 

A mãe atenta às noticias manda calar a adolescente que por sua vez tentava contar uma cena desagradável ocorrida durante a aula de história. Como a mãe não lhe deu importãncia a rapariga comeu rapidamente e dirigiu-se para o quarto ouvir Tokio Hotel...

 

 

Este é um cenário, talvez um pouco resumido, do que se passa em muitos lares. Pais sem tempo para ouvir os seus filhos pelas mais diversas razões, uma delas é sem dúvida a televisão.

 

Na verdade, os pais não admitem que a televisão ligada durante o momento das refeições monopoliza qualquer diálogo familiar, o que é lamentável, porque este momento de reunião familiar à hora do jantar poderia ser bastante enriquecido se todos falassem sobre a forma como ocorreu o seu dia de trabalho ou escolar.

 

Quando falamos sobre a falta de tempo, normalmente, recorremos a desculpas como por exemplo, cansaço ou mesmo o pobre do stress (álibi perfeito).

 

E assim  vão decorrendo os dias, meses e anos e quando temos um momento milagroso que nos faz olhar em nosso redor,  ficamos apreenssivos com o crescimento dos nossos filhos. Sentimo-nos como se tivéssemos a dormir durante muito tempo e ao acordar deixámos de ver crianças e deparámo-nos com adolescentes quase adultos! Se tudo tiver corrido na normalidade, podemos ficar satisfeitos. Mas, e se algo correu mal em quanto dormimos? Vamos ter um choque e por vezes, de resolução muito dificil.

 

Nota: Não sei se consegui transmitir esta mensagem, mas deixo-a aqui para reflexão e tirarem as vossas prórprias conclusões.

 

Escrito por Ana Jasmin

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Adolescentes de outrora ...adoleslescente séc.XXI

Uma das minhas tarefas interessantes do meu dia a dia é acompanhar a minha adolescente à escola, acompanho-a todos os dias assim como vou às reuniões escolares periódicas.  Mas o que mais me fascina neste ambiente escolar é observar os jovens de hoje!

 

Ora bem, analisando os factos, cada  adolescente tem a sua própria adolescência, embora tenham caracteristicas comuns, sem as quais seria dificil definir esta fase da vida de que tanto se fala agora.

 

Nos meus tempos de espera do toque de saída fico a divagar sobre o que foi a minha fase de adolescência.  Lembro-me que por volta dos meus 13 ou 14 anos e os rapazes um pouco mais tarde entrávamos naquilo que se designava “idade do armário”. Era assim que se chamava na minha geração a fase de adolescência.

 

Não se falavam em hormonas embora estas continuem no mesmo sitio e com as mesmas funções! A relação pais / filhos consistiam em nos darem na cabeça e dizerem para os amigos: “Estão na idade do armário, isto passa mais dia menos dia”.

 

Tornámo-nos adultos ainda bastante jovens,  ficávamos sózinhos em casa onde tudo era permitido, estudavamos o menos possivel. Ouviamos música “Like a Virgin” de Madonna  e dançavamos para o espelho (falo das raparigas).

Sair com os colegas era coisa rara. Aproveitávamos as saídas durantes umas baldas às aulas. Íamos ao café fumar o cigarro e comportávamo-nos como adultos.

 

O meio de comunicação com os colegas durante o período fora da escola era feito através do telefone fixo lá de casa que por sua vez era controlado ao fim do mês quando os nosso pais recebiam a factura dos TLP’s.

 

Mas corríamos alguns riscos, pelo menos é o que constato quando leio reportagens sobre o tema segurança nos dias de hoje:

- Não usavamos cintos de segurança. Lembro-me que viajava no banco de trás deitada com a cabeça sobre uma almofada e lia os livros do Tio Patinhas perguntando insistentemente: “Ainda falta muito para chegarmos?”

- Repartia a sandes com a minha colega preferida, dentada a ti,a dentada  a mim, sem pensarmos nas doenças possiveis de transmitir, bebíamos água da torneira nas casas de banho, até andavamos ao murro sem ninguém se meter e fazíamos as pazes na hora...

 

Os adolescentes de hoje têm telemóvel, internet (comunicam via messenger), televisão no quarto, e outros acessórios da moda. Se vão em grupo, das duas uma, ou vão calados porque cada um vai a curtir o seu Ipod ou então abrem a boca e dizem asneirada...

 

No entanto, os pais sempre que podem vão levá-los à escola e buscá-los (é o meu caso), vivemos aterrorizados com o que lhes pode acontecer, uma boleia mal intencionada, por exemplo. Fechamos os nosso filhos nos ATL’s, com a desculpa de que necessitam de ajuda e orientação nos trabalhos escolares. Preenchemo-los com aulas de música, ginástica, natação... e finalmente  chega a noite e regressam com os pais a casa. Depois é um “toca a despachar” para se deitarem cedo porque as aulas começam às 8 da manhã. Os adolescentes de hoje não têm tempo! Um bem que nos é tão precioso!

 

Mas nós pais, sabemos exigir! Notas para entrar na faculdade!

 

- Tens de ser engenheiro para ganhares dinheiro para poderes comprar um carro de gama alta e por esta razão tens de atingir as médias que tão necessárias são para ingressares na faculdade – palavras do pai para a filha adolescente que só pensa no seu estilo gótico ...

 

No meu tempo, quando não queríamos estudar, mandavam-nos trabalhar! Hoje, recorre-se aos psicólogos e ao estudo acompanhado ( mais umas horas fechados entre quatro paredes).

 

Quanto ao falar em sexualidade, alto e pára o baile!  Na minha geração poucos eram os pais que se sentiam à vontade para nos explicarem fosse o que fosse.  Hoje, a mãe leva a menina ao ginecologista e pede-lhe para receitar uma pílula levezinha (???), o pai no meio de ataques de tosse seca, oferece uma caixa de preservativos ao filho sem entrar em grandes diálogos.  Esta atitude dos pais de hoje mostra-nos que existe alguma preocupação, embora ainda muito fechada, sobre a sexualidade dos seus filhos, o que  a meu ver é um passo muito importante.

 

Bem, mas sobre este tema muito se pode falar e escrever...

 

Apenas o fiz aqui porque entendi partilhar um pouco da saudade que tenho da minha fase do armário que tão bem vivi e fui feliz.

Tempo,  era o que não me faltava e tenho pena que este bem tão precioso seja tão escasso para a juventude de hoje!

 

Escrito por Ana Jasmin

Sábado, 12 de Janeiro de 2008

Como vai ser o Ano 2008?

 

 

  

 

 

Mais um ano entrou...para alguns com o pé direito e para muitos com o pé esquerdo ou melhor, sem pernas mesmo... Pensando bem é mais um ano para os idosos, mais um ex-trintão, mais um adulto, mais um adolescente, mais uma criança, mais um bebé que nasce...mas também muitas mortes vão acontecendo por esse mundo fora... Não tenho acredito que estas etapas se alterem muito no ano 2008, razão pela qual nem sempre entendo bem o significado de “Ano Novo Vida Nova”. Faz-me lembrar a velha máxima: Este ano vai ser tudo diferente...até vou deixar de fumar... Hum... começamos bem o ano! Parece que finalmente vamos ter mais qualidade no ar que respiramos nos espaços fechados! Será contínua este comportamento? Acredito que sim! Afinal os fumadores também são humanos e necessitam de ar renovado para fumarem o cachimbo da paz...Mas o mais caricato desta situação é que o ar que respiramos na rua vai ser um pouco mais poluido, basta observar as entradas principais dos edificios e ver as multidões que se juntam para fumar um cigarro, parecem clãs! Voltei a ver os carros cheios de fumo! Ah! Esta fez-me lembrar uma cena a que assisti e atrevi-me a sorrir sem dar nas vistas. Estava eu sentada a beber o meu café quando um senhor passa por mim a falar entre dentes dizendo: - Bom, já que não se fuma aqui, vou até ao meu carro ler o jornal e fumar o meu cigarro! Olhei-o incrédula, nem queria acreditar, mas, de facto, ele entrou no carro e fez o prometido. Outra grande noticia que ouvi neste inicio do ano consiste na novidade de que por cada dois empregados da EP um possui viatura da empresa!!!! Bom, para uma empresa que não gera lucro, questiono como andam a sustentar este novo riquismo! Fica para pensarem...Aguardo decisões do Sr. Dr. Almerindo Marques! Exposto isto, até acredito que alguma coisa vai mudar no ano 2008! Aguardemos... Escrito por Ana Jasmin

sinto-me: Confiante
Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Vamos reconstruir...

 

 

 

Existem milhares de histórias sobre a humanidade no âmbito das suas relações sentimentais.
Nos dias de hoje sinto-me à vontade para escrever que estas ligações, perigosas ou não, passam por três estágios: construção, destruição e reconstrução.
Formam-se, assim, as famílias monoparentais, as famílias completas e as novas famílias com filhos em comum ou não.
Não é sobre os estágios construção e destruição, que pretendo escrever…mas sim sobre a reconstrução.
A perda de auto estima, o sofrimento pós separação, o ressentimento de uma relação mal sucedida e a mágoa retardam, na maior parte das vezes, o inicio da reconstrução. Começa aqui a nossa grande batalha…
 E se me apaixonar novamente?
 Saberei amar de novo?
 Serei amada como desejo?
Amarei de mais? Serei sufocada pelo Amor?
È este impasse que nos trás o medo de reconstruir o que faz toda a diferença.
 A relações humanas são muito complexas! Até uma simples amizade nos pode conduzir ao medo, à imprudência de amar quem não devemos…
Mas o facto de recearmos as relações humanas, não podemos evitá-las nem tirá-las da nossa vida…elas acompanha-nos até ao final…
A razão pela qual estou aqui a escrever sobre este assunto tão complexo deve –se a um momento que alguém que me é próximo está a viver. Ela com vontade amar e ser amada…ele recusa-se a reconstruir! Incompatibilidades …
Pergunto a mim mesma se esta recusa tem haver com a capacidade de amar ou inexistência de amor suficiente e necessário para amar…
 
Sinceramente, quando uma pessoa ama de verdade é capaz de se adaptar às circunstâncias, ainda mais quando tem a certeza daquilo que deseja e daquilo que ambiciona...move montanhas se for caso disso, destrói muralhas para alcançar a amada…não é por acaso que ouvimos desde pequeninos as Histórias da Cinderela! Não eram mais do que uma parábola ao amor…
Quando vale a pena e quando acreditamos no amor e na pessoa que está no nosso lado, tudo é possível…
 Mas afinal o que significa amar? Não é aceitar as incompatibilidades? Não é dividir a felicidade assim com a tristeza que se aloja no nosso coração? Não é repartir as amizades? Não é partilhar os momentos de ternura, de sofrimento, de mágoa? Não é ajudar e estar presente sempre que nos é possível?
 
O que é o amor afinal?
Não será olhar nos seus olhos e conseguir ler e decifrar as palavras que vêm do seu coração e dificlmente lhes ouvimos o som? Não será desejar e ser desejado(a) ao tocar-lhe com a mão?
 
Então porque tememos recomeçar? Porque negamos reconstruir? Quem ama sofrerá para sempre…sem amor não existimos! Corremos o riscos de nos tornarmos uns seres vazio...
 
Quem não sofre os seus filhos pelo facto de os amar?
 
Para reflectires!
 
Escrito por Ana Jasmin
 

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